CALOR AFETA CÃES E GATOS
CALOR AFETA CÃES E GATOS

            Com o verão batendo recordes de temperatura em várias localidades do país, os proprietários de cães e gatos devem se preocupar com um problema sério que pode acometê-los, a hipertermia, que é o aumento da temperatura corporal dos animais.

            Diante da possibilidade deste mal à saúde dos nossos pets foi publicado por VEJA, em sua edição no 2356, em forma de guia, matéria da jornalista Daniela Macedo, sobre os perigos dos excesso de calor para os cães e gatos.

            Conforme afirma o médico veterinário Mário Marcondes, do Hospital Veterinário Sena Madureira, de São Paulo, a alta temperatura e umidade prejudica o mecanismo de troca de calor, levando o animal a ofegar na tentativa de melhorar essa troca de calor. Cães obesos, com pelagem densa e aqueles com o focinho curto, como boxer, pug e buldogue, tendem a ter maiores dificuldades. Também se inclui neste grupo os gatos persas que, em condições normais, já respiram com certa dificuldade.

            O médico veterinário Marcelo Quinzani, diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care, em São Paulo, também ouvido, afirma que “A hipertermia é o problema mais comum — e o mais grave — para cães e gatos no verão”. A explicação consiste no fato dos mesmos não transpirarem, ficando a cargo da respiração a única forma de controle da temperatura do corpo destes animais.

calor            Eis os cuidados que os especialistas recomendaram e mereceram destaque da revista:

            “Em casa, nada de deixar o animal no quintal constantemente ensolarado ou fechado no apartamento abafado. Sombra (em ambientes arejados) e água fresca são questão de sobrevivência para cães e gatos. Troque a água do bebedouro várias vezes ao dia e certifique-se de que o pote não fique exposto ao sol em nenhum momento — afinal, quem gosta de água morna? Vale até acrescentar umas pedrinhas de gelo ao bebedouro. Para os gatos, que preferem água corrente, um bebedouro eletrônico pode estimulá-los a ingerir mais líquido ao longo do dia. Acrescenta-se como dica: borrifar água no dorso e nas patinhas ajuda a resfriar o animal. Se ele ficar ofegante, enrole-o em uma toalha molhada com água fria e deixe-o por um tempinho em frente ao ar condicionado ou ventilador.

            No carro o problema é que excitação dos cães também atrapalha o processo de resfriamento do corpo. Portanto, nos dias muito quentes, o ar-condicionado deve permanecer ligado durante todo o trajeto — e, de preferência, evite viagens longas durante o dia. Outra recomendação dos veterinários: nunca, em hipótese alguma, deixe o bicho preso no carro, nem com uma fresta do vidro aberta e sob uma árvore. Mesmo na sombra, a temperatura no interior do veículo sobe rapidamente, e o animal pode desmaiar ou até morrer em meia hora.

            Cães são leais e nunca recusam um convite do dono para passear, mas se vivessem sozinhos na natureza jamais sairiam da toca sob o sol escaldante. Não é necessário suspender as caminhadas diárias, claro, mas o ideal é reduzir o percurso e restringir os horários das saídas: antes de 10 horas e após as 18 horas. Prefira locais gramados — o asfalto quente pode queimar os coxins, aquelas almofadinhas das patas — e leve água em bebedouros portáteis. A dica das borrifadas de água fria no dorso também se aplica aos passeios. E respeite os limites do cão: interrompa o passeio do animal ofegante, que tenta fugir do sol em busca das áreas sombreadas. Por fim, cães agressivos devem usar focinheira de ferro, um modelo que não impede a abertura da boca. E atenção! Passear com cães de focinho achatado nos dias quentes, com focinheira fechada, é meio caminho andado para uma hipertermia severa.

            As salas de banho e tosa dos pet shops são ambientes propícios para a hipertermia: o stress prejudica a respiração do animal e, com os secadores ligados o dia inteiro, a temperatura fica sempre elevada. Evite os horários de pico do calor e mantenha o pelo dos animais mais curto que o habitual. Em casa, os banhos semanais devem ser feitos com água morna, pois a água muito fria pode causar choque térmico. Por fim, use apenas a toalha para secar animais de pelo curto, e o ar frio do secador para os de pelo longo.

            Se o animal mostrar-se inquieto, permanecer com a respiração ofegante e apresentar língua levemente arroxeada, mesmo após as tentativas caseiras de resfriá-lo, leve-o imediatamente ao veterinário, mantendo-o envolto em uma toalha molhada com água fria e, no carro, posicionado em frente à saída do ar-condicionado. ‘Em condições normais, a temperatura corporal não ultrapassa 39,5 graus. Se ela chegar a 40 graus, porém, só a respiração poderá ser insuficiente para resfriar o animal. Nesse caso, ele talvez precise de aplicação de soro refrigerado na veia ou até necessite ser sedado e entubado’, explica o veterinário Marcelo Quinzani.”

SAÚDE E INSPEÇÃO ANIMAL

http://saudeinspecaoanimal.comunidades.net/index.php?pagina=1421635107, em 14/01/2014

 

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